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Receita atualiza regras da NF-e e NFC-e para Reforma Tributária e adia validações da tributação monofásica

Written by Live University - Confeb | May 9, 2026 3:05:59 AM

 

 

 

A Reforma Tributária já deixou de ser uma promessa distante e passou a impactar, na prática, a rotina fiscal das empresas. Em mais um movimento de adaptação, a Receita Federal do Brasil, em conjunto com o Encontro Nacional de Coordenadores e Administradores Tributários Estaduais, publicou a versão 1.35 da Nota Técnica 2025.002, trazendo atualizações importantes para a NF-e e a NFC-e.

O destaque? O adiamento de validações relacionadas à tributação monofásica, um sinal claro de que o novo sistema ainda está em construção e ajuste fino.

A Nota Técnica 2025.002 integra o processo de transição para o novo modelo tributário instituído pela Lei Complementar 214/2025, que cria três novos pilares da tributação sobre o consumo: IBS, CBS e o Imposto Seletivo.

Na prática, isso significa que os documentos fiscais eletrônicos estão sendo remodelados para comportar essa nova lógica. E não estamos falando de mudanças superficiais.

A atualização traz:

    • Inclusão de novos campos e grupos de informação nos arquivos XML
    • Criação de estruturas padronizadas, como o schema DFeTiposBasicos
    • Ajustes em regras de validação que impactam diretamente a emissão de documentos fiscais
    • Ampliação dos campos de totalização dos novos tributos (IBS, CBS e IS)

Essas mudanças mostram que o sistema está sendo preparado para um nível maior de padronização e integração entre os diferentes documentos fiscais eletrônicos.

Agora, sobre o ponto mais sensível: o adiamento das validações da tributação monofásica.

Essa decisão indica que o ambiente de homologação ainda não está completamente alinhado com todas as definições regulatórias. Em outras palavras, o governo está ajustando o motor enquanto o carro já começou a andar.

Além disso, regras específicas como UB13-40, UB84a-10, UB90-10, UB94-10 e UB99-10 seguem com cronograma de implantação até abril de 2026, reforçando que a transição será gradual e, provavelmente, cheia de novas versões e ajustes pelo caminho.

Se tem uma coisa que essa atualização deixa clara, é que a Reforma Tributária não será um evento pontual, ela é um processo vivo.

O adiamento das validações não representa atraso, mas sim cautela. É o sistema tributário sendo calibrado para evitar inconsistências maiores no futuro.

Para as empresas, o recado é direto: acompanhar essas atualizações não é mais opcional. É estratégico.

Quem entender antes como essas mudanças impactam seus sistemas, processos e emissão fiscal, sai na frente. Porque, no fim, não se trata apenas de cumprir obrigações, mas de operar com inteligência dentro de um novo cenário tributário.